Estrutura
FORMAÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA
EIXOS
ENSINO
EXTENSÃO
O eixo parte do resgate da presença indígena na formação sócio-histórica do Triângulo Mineiro, mostrando como esses povos foram apagados por um projeto colonial que os homogeneizou sob o rótulo “Caiapó”, apagando etnias, línguas e histórias distintas. Articulado a isso, o eixo retoma a questão agrária e a centralidade do MST na luta pela terra no Brasil e no Triângulo Mineiro. No contexto regional, assentamentos como Tereza do Cedro, Dandara, Santo Inácio (Campo Florido) e Emiliano Zapata (Uberlândia) expressam a resistência camponesa e a disputa contra o latifúndio. O MST aparece como expressão organizada da luta de classes no campo.
O eixo também mostra como, no século XXI, o agronegócio captura o currículo e a própria ideia de educação no Triângulo Mineiro. Programas técnicos voltados à “empregabilidade” rural reforçam a lógica de formar mão de obra barata para o complexo agroexportador, esvaziando o debate sobre direitos, conflitos socioambientais e história dos povos do campo.
Por fim, a análise da educação em Uberaba e Uberlândia revela a escola como território em disputa entre o projeto do capital e os projetos populares. Há avanços importantes, mas ainda persiste um descompasso entre a normatização e a aplicação concreta nos territórios marcados pelo racismo ambiental, desigualdade de acesso aos serviços públicos e invisibilização de conflitos agrários e das culturas indígenas e camponesas. O eixo ainda aponta que transformar a educação na região exige romper com a dependência do financiamento e das diretrizes educativas em relação aos interesses do agronegócio.
